Nossa História em Campos Novos


 


 

          As memórias a respeito da implantação das Assembléias de Deus são na sua maioria recheadas de perseguições e ameaças. Em Campos Novos, no ano de 1966, o pastor João Carvalho, vindo de Joaçaba, com uma equipe de evangelismo, realizou os primeiros cultos. A primeira família a fazer sua decisão por Cristo foi a do irmão Leônidas dos Santos, e sua casa tornou-se o local onde aconteceram as primeiras reuniões pentecostais.
          Em 1967 o pastor Leopoldo Pereira mudou-se para Campos Novos. Alugou uma casa e a transformou em salão de cultos da Assembléia de Deus. Na primeira reunião, em uma quinta-feira, Deus usou a irmã Clara Oliveira com uma mensagem profética:
          - Meus filhos: o adversário arregimentou um exército  para vos destruir e perturbar a vossa paz. Não fiquem apavorados, permaneçam neste santuário e Eu darei o livramento, diz o Senhor Deus!
          Vinte minutos depois, quarenta pessoas armadas de revólveres e facões tentaram invadir o local. Bateram no porteiro e cortaram os fios de energia elétrica deixando a casa às escuras, pretendendo com isso assustar os crentes forçando-os a saírem para fora. Entretanto, Deus havia alertado para que mantivessem a calma e não se retirassem do interior do modesto santuário.
          Um oficial de justiça, vizinho da casa de cultos, aproximou-se da multidão e gritou:
-Esses crentes são uns barulhentos miseráveis. Podem acabar com eles que eu assumo a responsabilidade.
          O povo de Deus orava silenciosamente. As palavras que Moiséis dissera aos israelitas diante do mar Vermelho eram relembradas com fervor no coração daqueles novos convertidos: “Não temais, estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará”(Ex 14.13)
          Os irmãos sentiam-se incapacitados para agir. O que poderiam fazer numa situação como esta senão aguardar o socorro dos céus? E assim como os soldados do rei da Síria cercaram a noite a pequena cidade Dota, na tentativa de aprisionaram o profeta Eliseu, tendo Deus os ferido de cegueira(II Re 6.18), da mesma forma o senhor confundiu aqueles perseguidores. Homens e mulheres, em meio a escuridão da noite, acabaram brigando e ferindo-se mutuamente. Tudo ocorreu em desacordo com o planejado: a confusão foi total, mas Deus estava operando o seu propósito de livramento. Não é de se surpreender que os perseguidores se afastaram confusos, frustrados e alguns deles feridos.
          No outro dia pela manhã foram das parte da delegacia, alegando que os crentes haviam provocado uma confusão que resultara no ferimento de muitas pessoas. O delegado, Sr. Palmiro Brocardo, homem justo e coerente, simplesmente sentenciou:
          -Primeiro, não acredito que os crentes tenham provocado qualquer tumulto e além do mais, já está mais do que na hora de vocês saberem que vivemos num país que garante ampla liberdade de expressão de culto e fé.
          Insatisfeitos com o delegado de polícia, procuraram o juiz de direito da comarca, porém esta também não os apoiou; pelo contrário, ordenou que deixassem os assembleianos em paz e que reparassem qualquer estrago que porventura tivessem provocado na casa de cultos.
          Cumpria-se fielmente a promessa profética de livramento de Senhor.

 





 

Pastor Presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em

Campos Novos, acompanhado de sua esposa.


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